Como é o processo de cremação ao redor do mundo?

A cremação é uma forma de sepultamento bastante antiga e empregada por diversas sociedades e culturas ao redor do mundo.

No Brasil, a cremação tem se tornado cada vez mais comum – principalmente graças ao aumento no número de crematórios e, consequentemente, aos preços mais interessantes.

Porém, independentemente, é sempre essencial buscar por um cemitério de confiança que também realize a cremação, garantindo que o procedimento está de acordo com as normas da Anvisa.

Quer saber como é a cremação ao redor do mundo? Continue a leitura!

Oriente

Atualmente, os países orientais são os que mais utilizam a cremação. Principalmente nos locais onde se segue o budismo e o hinduísmo, já que a prática é considerada sagrada para essas religiões que considera o fogo uma forma de purificar e libertar a alma.

Japão

A sociedade japonesa é, em sua maioria, budista e por isso tem como costume cremar os falecidos. É hábito desse povo, antes de iniciar a cremação, realizar uma cerimônia fúnebre conduzida por um membro da família do falecido.

Antes disso, porém, os japoneses fazem uma preparação do corpo, que costuma ser realizado pelos Nokanshi (agentes funerários específicos). Nessa etapa, o falecido é banhado e vestido com um terno, no caso dos homens, e com um quimono, no caso das mulheres.

Existe a tradição de, algumas famílias, levarem o corpo para passar a última noite na sua casa, sendo uma oportunidade dos familiares se despedirem do falecido.

A cremação também segue algumas tradições, como a superstição de Tomobiki, segundo a qual existem dias desfavoráveis para que um funeral seja realizado. Essa crença se baseia na antiga lenda chinesa do ciclo lunar. Para os japoneses, se um funeral for realizado nesses dias “impróprios”, os maus espíritos poderão puxar os amigos para junto do falecido.

Outro costume japonês é que amigos e parentes contribuam com as despesas referentes ao funeral. Para isso, o dinheiro é entregue em um Koden, envelope especifico para condolências e o valor varia de acordo com o relacionamento que a pessoa tinha com o falecido.

Porém, não é indicado oferecer quantias que estejam relacionadas ao número 4 – porque, em japonês, esse número tem o mesmo som da palavra morte.

Depois de cremado, os familiares retiram os ossos do falecido por meio de grandes pinças de metal e passam de um a um dos presentes até serem depositados nas urnas. Em geral, o processo começa com os ossos dos pés, depois das pernas e assim sucessivamente até chegar o crânio.

Por último, as cinzas são enterradas na cerimônia nokotsu e a urna com as cinzas vai para o jazigo da família – um pequeno túmulo coberto com uma pedra e com o nome da família gravado. Outra possibilidade é manter a urna em casa no butsudan, um altar doméstico budista.

Países hindus

Os hindus também acreditam que o fogo é capaz de purificar a alma do falecido e assim permitir que ela entre nos reinos superiores, onde poderá renascer e se libertar dos maus espíritos.

A modernidade, contudo, tem levado muitos hindus a deixarem de lado algumas tradições, especialmente nas grandes cidades. Uma dessas mudanças é a preferência das famílias em cremarem os falecidos nos crematórios ao invés das cerimônias ao ar livre, que eram bem comuns antigamente.

Em geral, antes da cremação, existe o cortejo fúnebre – quando os parentes homens transportam o falecido que está envolto em um pano e cercado de flores. A cor do pano varia de acordo com o sexo do falecido. Para homens, usa-se o branco e para as mulheres, o vermelho.

Depois da cremação, os membros do corpo que não viraram cinzas são atirados ao Ganga (rio), assim como acontece com as crianças e as pessoas acometidas por doenças contagiosas (os hindus creem que eles não completaram o ciclo da vida porque seus corpos foram invadidos por maus espíritos e por isso essa tradição).

Ocidente

Apesar de a cremação não ser tão comum no Ocidente, existem alguns países que, dependendo da religião, optam por essa prática em detrimento ao sepultamento tradicional.

Grécia

A antiga sociedade grega possuía uma relação íntima com a cremação. Naquela época, o processo era feito de forma diferente para cidadãos comuns e heróis.

Aqueles que tinham morrido de forma regular, sem terem nenhum grande feito ou serem importantes na sociedade, acabavam sendo cremados de forma coletiva. Já os heróis e pessoas importantes eram cremados em uma grande pira e passavam por uma bela cerimônia – principalmente os que morreram em campos de batalha.

Porém, com a chegada da Igreja a relação com a cremação se modificou. De acordo com a Igreja Ortodoxa Grega, o procedimento é considerado uma violação ao corpo humano e, embora desde 2006, ele seja regulamentado no país, ainda é pouco usual.

Tanto que a Grécia tem sofrido com a falta de espaço para sepultar os seus mortos, o que tem feito com que muitos viagem ao exterior para conseguir encontrar lugar para enterrar os falecidos.

Portugal

Na “terrinha”, a cremação acontece de forma semelhante ao Brasil, afinal a maioria dos portugueses é formada por católicos (lembrando que a cremação foi permitida pela Igreja Católica na década de 60).

Porém, uma curiosidade do país é que as cinzas, por lá, não podem ser atiradas ao mar. Na verdade, até podem, mas será preciso enfrentar um processo bastante burocrático que envolve a Câmara Municipal, a Polícia Municipal e até a Polícia Marítima para conseguir a autorização.

E, então, gostou de saber como a cremação é feita em outros países? Aproveite e compartilhe este post nas suas redes sociais!

Sociedade do conhecimento: como o design thinking se manifesta?

Colocar as pessoas no centro das decisões. Pensar como o cliente e desenvolver inovações focadas para eles. Isso é, basicamente, as principais propostas do design thinking – uma forma diferente de trazer inovação para as empresas e a sociedade de uma maneira geral.

Se você ainda não conhece essa abordagem, continue a leitura e descubra como ela pode ajudar no seu negócio e também na sua carreira profissional!

O que é o design thinking?

Ele pode ser entendido como uma abordagem que visa solucionar problemas de maneira colaborativa e coletiva, buscando sempre a empatia máxima com todos os envolvidos, colocando, assim, as pessoas no centro de todo esse processo.

Ao contrário de outras abordagens, o design thinking não recorre à fórmulas matemáticas, mas sim, tenta mesclar e mapear a experiência cultural, os processos e a visão de mundo de cada indivíduo, conseguindo fazer com que o coletivo tenha uma visão mais completa do problema e das maneiras de solucioná-lo.

Como essa é uma abordagem “humana”, ela pode ser aplicada em praticamente qualquer negócio e também na nossa vida, por exemplo para quem deseja planejar e modificar a sua carreira.

Como ele funciona?

Depois de ler o tópico acima, você ainda tem dúvidas sobre como essa abordagem funciona na prática e, principalmente, de que modo ela pode auxiliar a sua empresa?

Saiba que tudo se baseia em 4 premissas básicas, que explicaremos logo abaixo.

Imersão

A ideia é que os envolvidos “mergulhem de cabeça” no projeto, pesquisando, levantando dados e informações e conseguindo o maior número possível de itens que ajudem a entender as necessidades do consumidor e de que maneira elas podem ser transformadas em oportunidades.

Para que essa etapa dê certo, é essencial que o time seja empático e consiga se colocar no lugar dessas pessoas, entendendo como elas vivem, o que esperam, suas maiores dificuldades – e de que modo o seu negócio pode ser um “facilitador” dentro dessa realidade.

Ideação

Agora, algumas ferramentas começam a ser colocadas em prática, principalmente buscando fomentar a criatividade, ajudando a encontrar soluções realmente inovadoras ou ainda a oferecer diferentes perspectivas sobre um mesmo problema.

É justamente por isso, que essa abordagem funciona melhor quando os times são formados por profissionais de áreas diferentes do conhecimento e também com perfis distintos, garantindo pontos de vistas completamente novos.

Prototipagem

Nesse momento, as ideias geradas serão validadas ou descartadas, analisando as que se encaixam melhor no contexto. Para isso, podem ser criados modelos de teste ou produtos beta, por exemplo, ajudando a coletar os feedbacks dos usuários e legitimar ou descartar as hipóteses.

Dependendo do resultado, esse ciclo pode ser refeito quantas vezes forem necessárias até se obter um produto ou uma inovação que realmente seja positiva e interessante do ponto de vista do usuário.

Implementação

Após todos os testes finalizados e os ajustes realizados, é hora de colocar a ideia no mercado. Quando todas as etapas são seguidas, diminui-se consideravelmente o risco de rejeição, melhorando a aceitação do produto ou serviço e também da marca.

Quando a abordagem é usada de forma adequada ela consegue ajudar a pensar e planejar inovações que serão mais bem aceitas pelo público-alvo, já que são planejadas e desenvolvidas considerando-se as necessidades dessas pessoas, aumentando o engajamento.

De que modo aplicá-lo no meu negócio ou na minha carreira?

Além de desenvolver novos produtos e serviços, o design thinking pode ser aplicado em muitas áreas, já que a inovação empresarial não está relacionada apenas a lançamentos no mercado, mas também a formas diferentes de processos internos, que sejam mais econômicos, inovadores ou diferenciados.

Assim, é possível usar essa abordagem para:

  • vendas: os times de vendas podem usar essa abordagem para conseguir se colocar no lugar do cliente, entendendo suas necessidades e desenvolvendo formas mais interessantes de persuasão;
  • análise preditiva:  buscar padrões no passado que possam ser implementados com sucesso no futuro é algo muito comum em várias empresas. O design thinking pode ser usado para auxiliar os gestores a encontrarem soluções inovadoras que não se baseiam apenas em ações já realizadas pela empresa, mas sim que foquem nas expectativas atuais dos seus consumidores.

E, claro, nada impede que você utilize essa metodologia para, por exemplo, modificar a sua carreira. Usando as mesmas etapas que descrevemos acima você poderá focar seus esforços em entender quem você é e o que pode oferecer ao mercado como diferencial, prototipando e testando diferentes abordagens.

No setor público ou no terceiro setor, o mesmo esquema pode ser usado para lançar campanhas de arrecadação, novos projetos ou até modificar a forma como os serviços são prestados à população. Existem escolas especializadas na área, como a Echos, que podem te ajudar nessa questão.

Gostou de saber mais sobre o design thinking? Aproveite e participe dessa discussão, deixando o seu comentário!

EUA e China: saiba mais sobre os acordos de comércio

O mundo está assistindo a uma disputa comercial que afeta toda a economia global, isso porque EUA e China resolveram rever seus acordos comerciais e aumentar as barreiras protecionistas sobre suas exportações.

As duas maiores potenciais econômicas do planeta são fortes aliados, sendo a China o segundo parceiro comercial mais importante dos Estados Unidos. Contudo, desde que assumiu a presidência, Donald Trump tem imposto sanções que estão sendo rebatidas pelo governo chinês. Enquanto isso, os países que dependem de ambos esperam que a situação seja resolvida em breve.

Vejamos como funciona essa união e como elas estão abaladas por essa disputa. Confira!

Como é o comércio entre EUA e China?

Como os Estados Unidos eram os principais rivais do comunismo no mundo, até a década de 1970 eles não mantiveram relações com o governo comunista chinês. Somente após o afastamento entre União Soviética e China, que os americanos passaram a se aproximar do país asiático.

Assim, a parceria foi crescendo nas décadas seguintes e, desde 2011, os EUA são seguidos pela China como a segunda maior economia do mundo. Atualmente, os dois dependem um do outro para manter suas finanças, com milhares de produtos e serviços sendo importados e exportados por ambos.

O que os EUA exportam para a China?

Em 2017, os Estados Unidos venderam muitos produtos aos chineses, foram cerca US$ 130,4 bilhões arrecadados em importações. Os principais produtos e seus faturamentos, aproximadamente, foram:

  • aviões civis US$ 16 bilhões;
  • soja US$ 12 bilhões;
  • automóveis US$ 10 bilhões;
  • microprocessadores US$ 6 bilhões;
  • produtos florestais US$ 3 bilhões;
  • carne suína US$ 663 milhões;
  • leite e derivados US$ 577 milhões;
  • frutas frescas US$ 226 milhões;
  • vinho e cerveja US$ 87 milhões;
  • etanol US$ 42 milhões;
  • carne de frango US$ 36 milhões;

Ainda, foram vendidos US$ 30,170 bilhões em serviços para a China. Apesar disso, o número de exportações foi superado pelo de importações. Em 2017, os EUA compraram cerca de US$ 505 bilhões do país asiático. Entre os produtos mais comprados, estão telefones, computadores, equipamentos de telecomunicações, vestuário e móveis, além de diversos serviços, como viagens.

Por que se fala em guerra comercial entre os dois?

Essa diferença na balança comercial, em que os Estados Unidos importam mais da China do que exportam, aumentou para 8,1% em 2017, o que significa quase US$ 400 bilhões a mais para os chineses. Essa vantagem já era criticada por Donald Trump desde a sua campanha e, quando assumiu a presidência, ele impôs severos embargos aos produtos da China. O país logo contra-atacou com diversas sanções e, assim, criou-se o impasse.

Segundo o presidente americano, as práticas comerciais chinesas são desleais e roubam empregos dos americanos, aumentando o deficit do país. O setor que mais afeta a economia dos EUA é o siderúrgico, eles acusam a China de vender bastante produtos feitos de aço para todo o mundo, por preços muito baratos.

Além disso, existe a questão do direito intelectual das fábricas que se instalam na China, onde uma lei obriga as companhias a cederem uma parte das suas tecnologias para empresas parceiras no país. Os EUA se queixam bastante sobre esse fator, pois, há uma inundação de produtos falsificados que prejudicam a economia dos americanos, segundo o governo.

Enquanto esse impasse não chega ao fim, EUA e China estão em uma luta delicada, que precisa de muita diplomacia para ser solucionada. Afinal, existe muito em jogo e há a possibilidade de os asiáticos superarem os americanos como a maior economia global.

Você tem uma opinião sobre essa guerra econômica entre os dois países? Deixe um comentário e vamos debater sobre o tema!

Você sabe o que é comércio exterior?

Vivemos em um mundo conectado em uma aldeia global, onde o comércio exterior tem grande importância para unir as economias de diversos países.

 

Algumas nações investem bastante na infraestrutura e mão de obra para fortalecer as suas finanças e criar laços com benefícios mútuos.

 

Mas como funciona essa relação internacional de mercado? Isso é o que veremos neste post.

O que é o comércio exterior?

É toda a negociação de produtos e serviços entre os países, resultando em compras (importações) e vendas (exportações). A diferença entre essas ações é refletida na balança comercial, que indica se está havendo lucro ou prejuízo nessas transações.

Os governos e empresas disputam para ter mais vantagens nos acordos e estimular a economia do país. Contudo, esses ajustes dependem de diversos elementos, como o valor da moeda, a situação da economia, o entendimento entre as nações, leis etc.

 

Por isso, os profissionais precisam conhecer bem esses fatores, para poder entender as condições e fechar um bom negócio. Logo, eles precisam estar sempre atentos à economia mundial, compreender as políticas estrangeiras e falar vários idiomas.

Como é o curso e o mercado de trabalho?

A formação envolve conhecimentos específicos com assuntos de ciências exatas, como administração, estatística, economia e matemática financeira. Já as matérias específicas podem incluir negociações e direito internacional, línguas estrangeiras, logística, sociologia e ética.

 

Também é possível se formar como tecnólogo, um curso mais rápido, mas bem requisitado. Ele dura a metade do tempo do bacharelado, 2 anos, e contém algumas disciplinas em comum, como matemática e direito internacional, além legislação aduaneira.e comunicação empresarial.

 

Essa é uma área que, praticamente, sempre precisa de profissionais, graças aos acordos de livre-comércio e as leis burocráticas do nosso país. O início da carreira do bacharel costuma ser no setor comercial, negociando contratos, e pode seguir por diversos caminhos, em importações, exportações ou ambos.

 

O tecnólogo é mais comum nas áreas operacionais, realizando despachos alfandegários ou cotações de câmbio, por exemplo. Entre as áreas que mais precisam de mão-de-obra estão: logística; importação; negociação internacional e prática cambial. É possível trabalhar em empresas, no setor público ou prestando assessoria, entre outros.

Qual é a importância do comércio exterior?

A economia mundial é movimentada pelos profissionais de diversos setores que compõem esta área. Como o comércio internacional é essencial para o desenvolvimento e a melhoria da vida de todos, esse é um ramo que tem um peso grande sobre as finanças dos países.

 

Ainda, existe a necessidade política, para criar alianças a fim de fortalecer os vínculos e trazer benefícios para determinados acordos. Hoje, existem diversos blocos comerciais que facilitam essas alianças e as transações que vêm delas, como Mercosul, Euro e Brics.


Além disso, ele é importante para equilibrar a economia do país, que depende de vender o excedente e comprar o que falta para a população. Também, a produção interna passa a ser planejada e guiada pela balança comercial, assim, evita-se a fabricação excessiva ou insuficiente, influenciando a indústria.

 

O comércio exterior é muito importante para os recursos de um país, além de ser uma área vasta e com grandes oportunidades. Para quem deseja ser bem-sucedido nessa carreira, é preciso estar atento ao mercado internacional, à política e manter-se atualizado.

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